
Após a consulta de Revogação de Mandato, muitas leituras foram feitas sobre esse evento no cenário político mexicano; no entanto, um deles se destacou entre todos e foi o chefe da Unidade de Inteligência Financeira (FIU), Pablo Gómez Alvarez.
E o fato é que a ex-deputada federal do Movimento Nacional de Regeneração (Morena) garantiu que milhões de mexicanos poderiam enfrentar sanções por se absterem de votar no exercício de democracia direta a que o presidente Andrés Manuel López Obrador (AMLO) passou.
Por meio de sua conta oficial no Twitter, o funcionário disse que a Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos (CPEUM) estabelece que votar é uma obrigação, para que possa haver sanções político-eleitorais.
No entanto, não foi a única coisa, uma vez que culpou diretamente o Instituto Nacional Eleitoral (INE) por não informar corretamente a população sobre a obrigação de participar da consulta porque apontou que era contra.
Apesar da posição dos morenistas, organizações internacionais de análise política como a Ordem Mundial (EOM) colocam o México com um país onde o sufrágio é obrigatório, mas nenhuma sanção é aplicada.
Além do exposto, existem nações em todo o mundo onde o voto representa uma obrigação e, no caso de um cidadão decidir não exercê-lo, as leis estabelecem algumas sanções para evitar a repetição de tal conduta.
Até o momento, existem 27 Estados que o marcaram como uma obrigação para os cidadãos participarem ativamente de todos os processos eleitorais organizados.
São eles: Argentina, Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Bulgária, Coréia do Norte, Costa Rica, República Democrática do Congo, Equador, Egito, Gabão, Gracia, Honduras, Líbano, Líbia, Liechtenstein, Luxemburgo, México, Nauru, Panamá, Paraguai, Perú, Cingapura, Tailândia, Turquia e Uruguai.
Como pode ser visto na lista acima, alguns países latinos lideram as nações que estabeleceram essa medida durante os processos eleitorais, entre os quais se destacam as falhas econômicas.
Por exemplo, na Argentina, o Código Nacional Eleitoral estabelece que “uma multa entre 50 e 500 pesos (ou seja, 8,84 a 88 pesos mexicanos) será aplicada aos eleitores com mais de 18 e menos de 70 anos de idade que deixarem de votar e não justificarem perante os tribunais eleitorais nacionais, dentro 60 dias da respectiva eleição.”
Por outro lado, no Brasil, o Código Penal e Eleitoral estipula que a multa será entre 3 e 10% do salário mínimo dependendo da região.
Enquanto isso, no Perú, a multa por não participar depende da área em que a pessoa está localizada, uma vez que a diferenciação de distritos entre não-pobres, pobres ou extremos muda custos que variam de 21,5 a 86 soles (de 115 a 460 pesos mexicanos).
Outro país que entra nessa lista é o Uruguai, uma vez que a Lei de Regulação do Voto Obrigatório estabelece que a multa pode variar de 500 a 2.000 pesos uruguaios (equivalente a entre 242 e 968 pesos mexicanos).
Finalmente, o caso da Costa Rica é muito semelhante ao do México, porque embora o sufrágio seja estabelecido como um dever, nenhuma sanção se aplica aos cidadãos que optam por não exercê-lo.
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