
Na semana passada, foi noticiada a captura de Sergei Vagin, cidadão russo acusado de ter participado dos protestos colombianos ocorridos durante os dias da greve nacional. Contra ele estão catorze meses de interceptações que, como resultado, deixaram várias horas de gravação que agora são a rainha do sistema de justiça colombiano para envolvê-lo nos crimes de que é acusado. A Blu Radio, em uma de suas publicações mais recentes, destacou alguns fragmentos desses arquivos.
Na primeira ligação gravada pelas autoridades, você ouve quem Sergei estaria falando com um homem sobre a necessidade de receber outra pessoa na organização. Para conseguir essa pessoa, 400 euros foram pagos e 100 euros foram oferecidos para emissões de comissão para aqueles que ajudaram a alcançá-la.
No segundo áudio, que leva pouco mais de quatro minutos, você ouve duas mulheres falando sobre a remessa de um dinheiro e uma empresa de apostas esportivas. Da mesma forma, fala-se do pedido de um cartão que permitiria as apropriações das apostas e os ganhos resultantes delas. Uma das mulheres, por sua vez, fala sobre a inclusão de pessoas do México e da Espanha no negócio.
Isso coincide com o que o russo disse em sua defesa. “Faço apostas esportivas, transmito ao vivo porque era a melhor maneira de fazer, como qualquer um pode fazer e isso não é crime”, argumentou.
O que o Ministério Público propõe é que a organização à qual o cidadão russo pertencia, procurou atrair pessoas, de nacionalidade colombiana e venezuelana, para emprestar seus dados pessoais, sob a fachada das apostas esportivas, para movimentar dinheiro de outras origens através deles. Eles também são acusados de trazer esse dinheiro da Rússia e da Ucrânia, dinheiro que mais tarde foi usado para supostamente financiar atos de vandalismo que foram cometidos durante os protestos contra o governo de Ivan Duque.
O dinheiro do jogo, de acordo com o Ministério Público, foi investido em Bitcoin, tornando difícil para a autoridade conseguir rastrear. O objetivo do cidadão russo, dizem as autoridades colombianas, era recrutar pessoas que mais tarde estariam no meio de marchas sociais em troca de empréstimos bancários e cartões de crédito. Além dos áudios, Sergei Vagin aparece em algumas fotografias tiradas nas marchas de 21 de novembro de 2020 e 8 de março de 2021.
Além das acusações que já caíram sobre o russo, uma nova acusação foi adicionada. As autoridades alegaram que ele era suspeito de oferecer um suborno suculento a um membro das Forças Militares para obter informações privilegiadas sobre, entre outros aspectos, a compra de armas pelo Exército.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Vagin procurava obter informações confidenciais sobre os fornecedores, rotas, pontos de entrega e distribuição de material militar para a Colômbia. Segundo o promotor, ele teria oferecido a um coronel do Exército 200 milhões de pesos (cerca de 50 mil dólares) e a entrega de um apartamento se lhe fornecesse essa informação.
O Ministério Público mencionou sobre a acusação: “Sergei Vagin, adjunto ou adjunto da embaixada russa na Colômbia, e de quem são certificadas credenciais concedidas pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério das Relações Exteriores, ofereceu a este cidadão colombiano, a este oficial do Exército, a quantia de 200 milhões pesos e a entrega de um apartamento”.
O advogado encarregado da defesa de Sergei Vagin, Javier González, indicou, em entrevista à Blu Radio, que as alegações são falsas e que eles têm um 'filme armado', para fazer capturas. O russo foi capturado com outros cidadãos colombianos.
“O Sr. Sergei não tem relação com nenhuma das partes mencionadas, uma vez que não se encontrou com nenhum dos russos, nem com o coronel, nem teve conhecimento das notícias sobre a compra e venda de armas e de situações secretas do governo colombiano que são mencionadas”, disse a defesa do russo Vagin.
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